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Uma nova esperança

10 OUT 2017
10 de Outubro de 2017
O fim da história do Brasília no Novo Basquete Brasil, anunciada após o fim do investimento do UniCEUB, do BRB e da Terracap no time deixou órfãos uma legião de torcedores que se acostumou a ver não só o time disputando o NBB, mas brigando pelas posições de destaque na competição e também em torneios internacionais. A volta da cidade ao cenário do basquete, entretanto, pode ter novos capítulos ainda em 2017.

Um grupo de figuras conhecidas da modalidade na cidade uniu forças para criar o Instituto Brasília Esporte. A nova entidade nada tem a ver com o Instituto Viver Esporte, responsável por manter o time que representou Brasília nas nove primeiras edições do Novo Basquete Brasil. Presidido por José Carlos Vidal, técnico multicampeão com o Brasília, o novo time tem planos ousados já para a próxima edição da Liga Ouro, torneio com previsão de início em fevereiro de 2018 e que dará ao campeão uma vaga no NBB na temporada 2018/2019.

"Todos ficamos indignados com a forma com que acabou o basquete em Brasília. Juntamos um grupo de confiança, de pessoas que conhecem o basquete, que têm história na modalidade", afirma.

Além de Vidal, o grupo conta ainda com Bruno Savignani, técnico do  UniCEUB/BRBCARD/Brasília na 9ª edição do NBB, Hildeamo Bonifácio, que também trabalhou no time candango e que reassume a função de fisiologista no novo projeto e Paulão Santiago, ex-jogador profissional com o time da cidade e que comandou as categorias de base e mantém a função. Outros quatro nomes que também integram o projeto não foram divulgados.

Para participar da Liga Ouro, o Brasília Basquete, nome escolhido pelo grupo para o novo time, precisa pagar os R$ 30 mil referentes à inscrição na competição, além de comprovar que tem condições de arcar com os custos de R$ 500 mil, quantia mínima exigida pela Liga Nacional de Basquete para as equipes disputarem o torneio.

"Entendo que esses R$ 500 mil são o mínimo do mínimo. Entrar na competição só por entrar não é o nosso caso. Já estamos em contato inicial com alguns agentes, que nos ajudaram na época do UniCEUB, mas foram apenas sondagens. Certamente contaremos com jogadores do exterior. Dos jogadores de Brasília, acho que só o Paulo continua na cidade e não sei como está a situação dele. Tudo isso vai depender do orçamento, mas o projeto já está rodando pela cidade", detalha o dirigente.

Categorias de base

Com a saída do UniCEUB do projeto, o Instituto Viver Esporte, entidade mantenedora do time não teve condições de manter sequer as categorias de base da equipe. O IBE, entretanto, assumiu os times sub-15 e sub-17, mantendo as equipes ativas.

O que não deve mudar, entretanto, é a casa do time. O Ginásio da ASCEB, reduto da modalidade desde o começo dos anos 2000 é preferência para os jogos em casa do Brasília Basquete.

"A ASCEB é a casa do basquete em Brasília. É o lugar onde estamos acostumados a jogar, onde todos conhecemos. Eu sou um defensor da ASCEB", ponderou Vidal.

Crédito da imagem: Divulgação/IBE
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